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Ética nos negócios e o ciclo virtuoso do ganho conjunto

Breno França

Em tempos nos quais as empresas estão sendo cada vez mais participativas acerca de sua participação como agentes fomentadores da transformação social, visto que somos os maiores geradores de emprego do país, e como bem disse o então presidente norte-americano, Ronald Reagan, “o melhor programa social que existe é o emprego”, os empresários precisam se posicionar mais firmemente acerca da questão das práticas de gestão marcadas pela ética nos negócios, contribuindo para um mercado mais competitivo e páreo para nossos pares, dando oportunidades para todos conquistarem seu espaço no universo da economia.

O processo ético nos negócios é marcado pelo cumprimento de regras comportamentais de acordo com a obediência a ditames e obrigações que devem ser seguidos à risca para que os empresários ao invés de se distanciarem e criarem problemas entre si que possam prejudicar o andamento do funcionamento empresarial, estimulem o crescimento mútuo dos empreendimentos fazendo acelerar a roda da economia e elevar a reputação das empresas, por consequência dos seus atos em conjunto em favor da projeção do setor de atividade. O comportamento do empreendedor deve ser marcado pela aplicação de valores pessoais, pois estes refletem diretamente na imagem social das empresas e no impacto que elas provocam na economia, sempre de forma positiva. Esse procedimento deve ser aplicado também na relação com os consumidores, o que implica no reconhecimento da empresa pela própria sociedade.

O melhor produto não é o mais barato, mas aquele que mais impacta na vida do consumidor e da empresa, pois somos os agentes que têm a obrigação de mostrar ao público o que temos de melhor e oferecermos isso. Essa premissa é uma colocação da prova dos valores empresariais, que a depender do comportamento empresarial poderá ser revertido em lucro e crescimento, elevando a geração de emprego, renda e capital, ou pode ser a razão de a empresa sucumbir nas suas próprias falhar. Para se ter o máximo de ética no mundo dos negócios, é necessário que se invista em material humano qualificado para os setores administrativos e também não se pode esquecer da comunicação. Um setor é o freio do outro, para evitar excessos e promover a aceleração das atividades, resultando no aumento do volume de vendas e captação de outras empresas que trabalhem no formato “business to business” e “business to costumer”. Ou seja, estamos todos submetidos aos ditames deontológicos para entendermos nossa atividade, o universo em que atuamos e o público que atendemos.

Não podemos permitir que a competitividade impute às empresas que se coloquem em situação de conflito entre si. Isso impede o crescimento dos negócios como um todo. Cada empreendimento tem o seu ramo de atuação e sua carteira de clientes. Para ampliá-la, não é necessário invadir o terreno alheio. Os exageros promovem o exercício de práticas desleais e provocam danos à imagem empresarial como um todo. O ideal é encontrar o ponto convergente que não afete o seu negócio, nem o seu colega da mesma atividade.

As empresas que atuam com ética nas suas atividades desenvolvem melhores relações com seus pares e têm mais oportunidades de atuação convergente, caso necessário. Tal como cria um ambiente de maior respeito e competitividade no mercado específico do comércio, fortalecendo a confiança e reciprocidade, gerando resultados altamente positivos para todos.

*Breno França é presidente do Sindicato do Comércio Atacadista e Distribuidor do Estado de Sergipe

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